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sábado, 28 de setembro de 2013

Preciso encontrar o caminho

Quero encontrar o meu caminho, ser feliz, nem que seja sozinha, só preciso ser feliz, encontrar minha felicidade, seja da forma que for. Às vezes necessito de atenção, mas não sei bem como conseguir isso, sou muito tímida, com isso eu perco muito, as vezes deixo oportunidades passar, deixo palavras ficarem na minha cabeça, deixo argumentos que poderiam ser uteis de lado, deixo pessoas importantes passarem por medo. Acho que preciso de um lugar, um lugar diferente, aonde eu me sinta livre, pra poder dizer o que eu quiser, fazer o que eu quiser, aonde tenha pessoas que me motivem, me façam sentir bem por um todo, que eu não tenha que guardar o que eu quero dizer pra não causar discórdia, confusão e nem nada disso. Eu tenho que ser forte pra aturar certas coisas, e acho que isso eu tô sendo até demais, mas não sei se forte é a palavra certa a ser usada, tenho uma mera impressão que a palavra certa a ser usada é outra. Porque ser forte por não dizer algumas coisas não é ser forte, e sim pequena o suficiente pra não ter coragem ou simplesmente não querer dizer certas coisas pra não magoar ninguém, mas será que nesse ‘jogo’ eu acabo saindo mais magoada do que quem deveria se magoar? Eu sinto que sim. Eu quero mudar, quero mudanças na minha vida, eu quero crescer, aprender, amadurecer mais, quero viver de verdade. Não quero que ninguém me ponha barreiras, quero poder sair, conhecer pessoas novas me divertir, esquecer dos problemas, dançar até cansar, fazer o que tiver que fazer, sem ninguém ficar atrás de mim, me cobrando por qualquer coisa, eu sei meu limite, eu sei até onde é o certo, e sei o que é errado, será que já não basta pra alguém ter confiança em mim? Quero poder viver, sem medo, sem timidez, sem fraqueza. Quero viver sendo quem eu quiser ser, sorrindo sempre que me der vontade, chorar quando me der vontade, gritar quando eu quiser, falar o que eu achar que devo falar. Eu vou viver daqui em diante. Com você comigo ou não, por que hoje isso nem importa mais. Depois de viver tempos e tempos sozinha, eu finalmente aprendi. Não dependo de ninguém pra viver. Eu vou é viver. Cansei de depender de alguém para ser feliz, eu quero ser feliz como eu sou, com o meu viver. Segundos. Esse foi o tempo necessário pra mim perceber que não era mais isso que eu queria, que os sentimentos haviam se misturado com os sonhos, e que eu havia me alienado diante dos meus sonhos, que já nem eram mais tanto o que eu queria. Minutos, tempo necessário pra mim entender como terminar com a minha dor, rabiscar um plano rápido num pensamento e colocar tudo em ação e perceber os resultados quando lágrimas não escorreram dos meus olhos, mas um sorriso brotou com facilidade no meu rosto. Horas, o tempo estimulado, por todos a minha volta, que levaria pra bater o arrependimento, pra começar a desmoronar tudo dentro do meu peito, pra mim voltar correndo pros braços abertos desse sentimento que nos últimos meses só vinha me sufocando. Dias, ou melhor, um dia, foi o tanto que demorou pros meus olhos pousarem em outra face, pra outro perfume invadir minha mente, e outra pessoa entrar dentro dos meus sonhos. Também foi o tempo em que ela permaneceu por lá. Apenas alguns dias. Meses. É o que eu dou a esse novo sentimento que me enche o peito agora, o tempo de férias ao meu coração, já desesperado pra ser preenchido por outro sentimento, que já me bate a porta e me pede para entrar. Aline Pérola Rocha

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